No carro sem conforto em que viajava ia um indivíduo que se dizia mágico. Havia hipnotizado um dos passageiros, e os demais, embasbacados, ouviam as suas frioleiras como se fossem pérolas de sabedoria.O sadu interpôs-se, para desmentí-lo, e o mago, imediatamente, ameaçou dominá-lo também. Sundar Singh inclinou a cabeça e começou a orar, enquanto o outro iniciava o trabalho. Durante meia hora labutou e afinal, suado e exausto, disse que nada podia fazer por causa do encantamento do livrinho que o sadu trazia consigo. Calmamente Sundar Singh retirou o Novo Testamento e colocou-o no banco. Outra tentativa falhada, nova explicação: havia ainda em poder do santo homem uma página do livrinho. De fato, havendo encontrado no caminho uma página caída do Evangelho, Sundar Singh a apanhara e guardara. Retirou a folha e colocou-a junto ao livro. Nova tentativa, novo fracasso. Era a capa de sadu que tornava impossível hipnotizá-lo. Sundar tirou a capa. Afinal, ofegante, o homem confessou que não conseguia hipnotizar aquele santo homem. Havia na sua pessoa uma força misteriosa, maior que a dele. E então o sadu explicou ao mago e aos companheiros de viagem que realmente tinha um poder invencível - não dele, mas do seu Guru, que era Jesus Cristo. E, enquanto o comboio resfolegava nas encostas, contou-lhes alguns incidentes da maravilhosa vida do seu Guru.
da biografia "O apóstolo dos pés sangrentos"
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